AS MILÍCIAS E O TRÁFICO NO RIO DE JANEIRO

A deputada federal do PPS, MARIA MAGESSI, que foi delegada de polícia, depois de participar de um encontro na Secretaria de Segurança do Rio, a propósito do incidente que envolveu a milícia da Favela do Batan e uma equipe de reportagem do jornal O DIA, declarou ao jornalista PEDRO DANTAS, do Estadão, que “já defendeu as milícias, mas esses grupos paramilitares perderam o romantismo e se voltaram para o lucro”.

Duvido que as milícias, no Rio – a chamada “polícia mineira” – tenham sido, algum dia, românticas. De qualquer modo, segundo a deputada MAGESSI, esses grupos paramilitares “se voltaram para o lucro”, o que ajuda a esclarecer a gravíssima situação da segurança no Rio de Janeiro.

Tal como acontece na Colômbia, hoje em dia, no Rio de Janeiro tanto os “mocinhos”, como os “bandidos” – de qualquer perspectiva que sejam observados – são aliados efetivos ou potenciais da droga, já que estão todos em “busca do lucro”.

O que diferencia o tráfico das milícias é que estas são formadas por policiais, bombeiros, da ativa e aposentados, isto é, por pessoas que exercem, ou exerceram, algum tipo de autoridades pública; enquanto o tráfico é composto por pessoas que são originalmente marginais, fora da Lei.

A solução do problema do tráfico, portanto – através da sua legalização – é mais fácil do que o das milícias, que não podem ser legalizadas, já que são fruto de um processo de “ilegalização”, pois os seus membros fazem, ou faziam, parte de equipes de funcionários responsáveis pela aplicação e fiscalização das normas legais.

Tudo isso mostra, de qualquer modo, como é complicado o problema da segurança no Estado do Rio de Janeiro, e como foram inúteis as pirotécnicas mega operações policiais até agora aqui realizadas, que , aparentemente, se destinavam – não a resolver a situação mas – a enganar a classe média, justamente apavorada com a violência local.


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