A INFLAÇÃO VIVA E A INFLAÇÃO MORTA

Da ”viva” o governo, embora não tenha apresentado ontem, pela palavra do ministro MANTEGA, nenhuma notícia estimulante, parece estar cuidando bem ou, pelo menos, tem conseguido passar para a sociedade a sensação de que está atento e bastante preocupado.

O problema é a inflação “morta” sobre a qual, ainda bem, começam a surgir os debates na imprensa, como se pode ler no editorial de hoje do Globo que diz, a certa altura, a seguinte :

“Mas não se pode ignorar que o passado de inflação crônica e aguda impediu que desaparecessem mecanismos internos de indexação, pelos quais são reajustados, automaticamente, preços e tarifas, além de salários, formando um movimento contínuo de realimentação dos próprios índices.”

Quanto ao remédio para evitar essa realimentação, conclui o editorial:

“Quebrar essa inércia ainda é uma missão em curso. Até o lançamento do Real parecia impossível, mas felizmente surgiram condições para tal. Por isso, agora, é importante que se anulem todos os fatores que possam causar excessos de demanda. O curso para se reduzir a inflação no Brasil não foi totalmente pago, e deixar que ela recupere forças, relativa aos mecanismos de indexação, seria jogar fora todo esse esforço imenso já feito.”


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