CASA DA SOGRA

No auge da crise do PCC em São Paulo o então governador CLÁUDIO LEMBO recusou, enfaticamente, o oferecimento da Força Nacional, feito pelo governo federal, preservando o princípio de autonomia do Estado membro, tão relevante para São Paulo.

Aqui no Rio de Janeiro, como sediamos, durante anos, a Capital Federal, não temos um sentimento semelhante e, por isso, salvo no governo BRIZOLA – que era gaucho e queria mostrar que havia um “cerco” contra ele patrocinado pelo Planalto – sempre convivemos bem com a burocracia civil e militar da União.

Isso não quer dizer que devamos nos transformar, agora, numa espécie de casa da sogra, onde o Exército ocupa morros da cidade sem que o Secretário de Segurança , segundo declarou, estivesse de acordo, e sem que governador tenha, até agora, explicado a atuação da sua Administração no episódio.

Não acredito que ocorresse o “cerco” de que falava o governador BRIZOLA; mas não creio que as relações institucionais entre dois entes da Federação devam ser substituídas pela troca, apenas, de afagos e sorrisos dos seus líderes.


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