REGULAÇÃO FINANCEIRA INTERNACIONAL

No artigo “Mãos visíveis e invisíveis”, hoje publicado no ESTADÃO, o jornalista CELSO MING tece considerações sobre a falta de regulamentação atual do sistema monetário internacional, lembrando que a “presença do Estado está circunscrita às fronteiras nacionais”, de modo que “à medida que se globalizam, os mercado escapam às regulações, e avançam para a autofagia, deixando no caminho um rastro de vítimas.”

Para enfrentarmos essa situação, cuja gravidade é reconhecida pelos principais pensadores contemporâneos, devemos pensar na moeda como um instrumento de organização das condutas das pessoas, tanto no plano nacional, como no plano internacional – e não apenas como um meio de obter riquezas.

A partir daí, o próximo passo será a criação de Bancos Centrais Regionais, a exemplo do Banco Central Europeu: um Federal Reserve que abranja, por exemplo, os países de língua inglesa; um Banco Central para a Ásia; um Banco Central para o Oriente Médio, um Banco Central para a América do Sul, e assim sucessivamente.

As dificuldades financeiras atuais – e mesmo os obstáculos políticos ( a que alude MING ) que prejudicam a aprovação de uma Constituição européia – tenderão a ser solucionados através do emprego da moeda não mais como portadora de poder aquisitivo – como pensava ADAM SMITH – mas como um fator de organização pacífica das pessoas na sociedade.

Só assim as mãos, que inspiraram o título do artigo, deixarão de ser invisíveis, e se tornarão visíveis, e poderemos caminhar para novas formas de arranjos internacionais, o que depende muito de o Direito Internacional encontrar novas formas de expressão, especialmente monetárias.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.