CONFIANÇA NO ELEITOR AMERICANO

Precisamos superar o antigo preconceito europeu de que os americanos médios não são inteligentes: se eles não o fossem, o seu país não teria chegado onde chegou. Mas é preciso, agora, mais do que nunca, que eles demonstrem isso.

Como escreve FRANK RICH, num artigo do NYT, traduzido, hoje, pelo Estadão, sob o título “Obama precisa repensar lema de campanha”, “Mc Cain deve ser um alvo … fácil, se OBAMA retrabalhar a sua imagem. Seu temperamento agressivo e suas medidas reacionárias oferecem coisa pior do que a falta de mudança. Ele é uma ponte de volta não só às medidas de BUSH, mas a uma América perdida no século XX. Quando o país tentar abrir caminho por entre as mudanças do século XXI, Mc Cain colocará a América em pausa.”

O eleitor americano não deve se deixar embalar pela propaganda que procura acentuar o lado heróico do candidato republicano. É, certamente, difícil, para quem vive no pais, e está sujeito a pressões e influências ideológicas, deixar de achar positivos os “valores” dessa sociedade.Quando, porém, a realidade é apreciada com relativo distanciamento, pode-se ter uma perspectiva melhor para apreciar os fatos.

Não impressiona essa fama de herói de Mc Cain, especialmente porque ela foi adquirida numa guerra em que os EUA foram derrotados, e deixou as mais tristes e trágicas lembranças.

Não há de ter sido fácil para o Partido Democrata ter chegado até aqui. Para derrotar o pior governo que até hoje os EUA já tiveram, mas que tem a seu favor o poder – inclusive da inércia – foi preciso, primeiro, a duras penas, ganhar ( aliás por pequena margem) as eleições legislativas.

Está sendo necessário, agora, superar uma divisão partidária interna.

Mas os eleitores americanos conseguirão mais uma vitória, porque eles, ao lado dos males que causaram a outros povos com a sua beligerância, conseguiram construir uma civilização que a ninguém interessa, salvo a seus piores inimigos, que se torne agudamente decadente.


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