O RISCO DO CINISMO NA ELEIÇÃO AMERICANA

O cinismo – palavra de origem grega que vem de “kunikós”, concernente a cachorro – era, como se sabe, originalmente, a denominação de uma doutrina filosófica, fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que utilizava, de forma polêmica, a vida canina como modelo ideal para o comportamento humano. Por extensão de sentido o vocábulo, como o tempo, foi assumindo um significado um pouco diferente, e passou a definir uma atitude que se caracteriza por desfaçatez e descaramento.

Um problema que ocorre em geral, nas eleições democráticas, é o cinismo do eleitor, especialmente quando ele está desencantado, e vota de modo deliberadamente equívoco, para demonstrar a sua indignação com a situação.

Os políticos, por sua vez, têm o seu lado “cara de pau”, o que, em certos casos, é uma irresistível vocação, que sempre caracterizou, por exemplo, GEORGE W.BUSH, um “ filhinho de papai rico” que, a custo de muitas artimanhas, tornou-se presidente da República.

O cinismo do eleitor – que o pessoal de marketing do partido republicano já mostrou que explora com muita competência – é, portanto, um risco que terá que ser enfrentado pelos articuladores da candidatura democrata de BARACK OBAMA, que se caracteriza, obviamente, pela seriedade e boas intenções, o que, às vezes, é fácil de ridicularizar.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.