INSTABILIDADE E CRESCIMENTO ECONÔMICO

As noções de crescimento e de instabilidade têm um certo parentesco que pode dar lugar, eventualmente, a alguns equívocos de interpretação.

O que aproxima esses dois conceitos – o elo de ligação entre eles – é a idéia de “mudança”, que ambos contém: quem é instável, assim como quem cresce, está mudando.

Contudo, segundo informações transmitidas à imprensa pela assessoria do presidente HENRIQUE MEIRELLES, do Banco Central, o atual ciclo de crescimento do Brasil “ é alicerçado na opção pela estabilidade de preços”.

O que está gerando, pois, o nosso maior crescimento econômico – que provocou uma mudança do PIB de mais 6,1% no primeiro semestre deste ano – não é a instabilidade, mas, ao contrário, a estabilidade. Cumpre indagar, então, porque essa aproximação das noções de instabilidade e de crescimento não é verdadeira quando se cogita de economia monetária.

No meu entender, a relação da estabilidade com o crescimento, tem a ver com o fato de que a ordem monetária – que tende a ser instável – abrange, atualmente, cerca de 90% das normas da ordem jurídica, que é, por definição, um sistema estável.

Nada mais avesso à instabilidade, com efeito, do que a ordem jurídica.

É por isso que a estabilidade dos preços, tendo acabado com a inflação e se transformado num princípio jurídico, que respeita a inalterabilidade das normas da ordem juridica, tem permitido o festejado crescimento econômico brasileiro.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.