O PAPA E O DINHEIRO

Mais ou menos na mesma linha de HUGO CHÁVEZ o Papa BENTO XVI, como informa a agência Reuters, em despacho de responsabilidade de PHIL STEWART, declarou, ontem, no Vaticano, a propósito da crise monetária ocidental, o seguinte:

“ Vemos, agora, no colapso dos grandes bancos, que o dinheiro desaparece, ele não é nada”.

Dizer que o “dinheiro não é nada”, como fez o Papa, é, no fundo, uma forma de querer prestigiar a troca.

Com efeito, se o dinheiro não é nada – e não for abolido o comércio – o que, então, pode ser usado no seu lugar ?

A troca !

É curioso notar como essa idéia de que o dinheiro é ruim, proclamada, numa colagem, tanto pelos católicos ( para os quais os ricos não entram no reino dos céus ) como pelos marxistas ( para os quais o ouro é uma mercadoria infame ) é forte.

Ainda bem que os países emergentes, que compõem o chamado BRIC, em cuja sigla nós brasileiros nos inserimos, não pensam mais assim !


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