A MOEDA E O CRÉDITO

Há muitos estudiosos que afirmam ser o crédito, atualmente, mais relevante do que a moeda, proposição com a qual não concordo, mas creio que merece ser melhor entendida.

Do ponto de vista nacional a moeda é hierarquicamente superior ao crédito, pois este último é expresso em moeda, e nela encontra o seu fundamento de validade.

No âmbito internacional, porém, em que não há, pelo menos ainda ( salvo no caso do EURO, que é uma moeda regional ) uma unidade monetária única, o crédito – que nasce dos negócios jurídicos entre as nações – adquire características universais, e pode ser mais importante do que as moedas nacionais.

A ordem jurídica internacional, como ensina HANS KELSEN, é uma ordem jurídica “primitiva”, na medida em que não é centralizada e, nela, ninguém detém o monopólio da sanção, nem a exclusividade de emitir moeda: em que cada Estado nacional, portanto, se julga no direito de usar a força e manipular o crédito para fazer valer os seus respectivos interesses.

Daí porque os Estados nacionais emergentes, em desenvolvimento e sub-desenvolvidos – particularmente o Brasil – estão procurando apoiar-se em suas moedas, para não serem tragados pela atual crise do crédito internacional.


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