QUEDA DE BRAÇO

Estamos presenciando, agora – e vamos assistir a esse espetáculo, ainda, durante um longo período de tempo – uma queda de braço entre duas poderosas comunidades: a dos políticos, que detém o poder tradicional, e intervieram nos mercados; e a dos agentes do mercado, que sofreram a intervenção dos governos.

A luta desses dois grandes grupos travar-se-á tanto no âmbito dos Estados nacionais como a nível internacional.

A intervenção dos governos nos bancos exigirá que eles assumam parte da administração dos sistemas financeiros, nacionais e internacional, e as pessoas escolhidas pelos políticos para essas tarefas poderão ser cooptadas pelos mercados, o que frequentemente acontece.

Como os mercados, porém, são comunidades de pessoas subordinadas tanto às ordens jurídicas nacionais, como ao Direito Internacional, a vitória caberá, afinal, aos políticos, e veremos, daqui a algum tempo, serem editadas novas regras de regulação do sistema financeiro.

A luta será difícil e demorada e exigirá do novo governo norte americano unir uma nação atualmente dividida, o que apenas BARAK OBAMA tem condições de conseguir, podendo vir a desempenhar um papel histórico semelhante ao exercido pelo presidente democrata FRANKLIN ROOSEVELT após a crise de 1929.


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