AINDA SOBRE OS POBRES

Como os marxistas consideram que o valor é o trabalho eles concluem que os capitalistas se apropriam do excedente do que os trabalhadores produzem através de um processo que chamam de mais-valia.

A vantagem dessa explicação é que ela é muito convincente, embora não seja inteiramente verdadeira, a meu ver, pois resulta de uma certa falácia naturalística, ao transformar o valor em realidade, e não resolve o problema da má distribuição do dinheiro e do crédito nas sociedades.

A injustiça decorrente da mais valia, segundo, ainda, os marxistas, seria superada se os trabalhadores de todo o mundo se unissem, se algumas revoluções violentas fossem feitas e se, afinal, um governo comunista fosse instalado em cada país, em que cada um daria aos outros segundo as suas respectivas capacidades, e os outros recebessem segundo suas necessidades.

Essa utopia, na prática, onde foi aplicada, não deu completamente certo e, em alguns casos, deu completamente errado.

As revoluções vitoriosas – na Rússia, na China e em Cuba, por exemplo – podem ter ajudado, numa época, a tirar milhões de pessoas da miséria absoluta, mas criaram Estados nacionais que se organizaram autocraticamente, o que não me parece a melhor forma de compor um governo.

Por outro lado, nenhum desses Estados, que surgiu após uma revolução, prescindiu do Direito e da Moeda, instituições duramente criticadas pelos marxistas.

De qualquer forma, o problema da má distribuição do dinheiro permanece até hoje sem solução no mundo, e a sua visibilidade, hoje, com a crise financeira internacional, aumentou.

Permanece a pergunta: como superar a pobreza ?


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