DINHEIRO VIVO

A cotação do dólar está em alta não porque ele seja uma moeda internacional – já que não vige moeda alguma emitida em caráter exclusivo e centralizado por um Banco Central internacional (salvo o EURO, que é uma moeda regional ) – mas porque ele, atualmente, é meio de pagamento na maioria dos créditos que têm origem nos negócios jurídicos internacionais.

Essa elevação da cotação do dólar, contudo, é uma anomalia, porque os EUA, que o emitem, são o “epicentro” da crise financeira e sofrem uma evidente decadência nos seus valores.

Impõe-se, assim, criar, o mais rapidamente possível, bancos centrais regionais, dentre eles o do MERCOSUL, para emitir moedas comuns que possam ser escolhidas como meios de pagamento dos interessados em seus negócios supra nacionais.

A vantagem de se ter nas mãos uma peça monetária é que ela consiste no que popularmente se chama, no Brasil, de “dinheiro vivo”, que é uma garantia de as pessoas se liberarem, quando necessário, de suas obrigações jurídicas, especialmente numa época em que pululam, em todos os cantos, os chamados “créditos podres”.


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