O BOM USO DA TECNOLOGIA NAS ELEIÇÕES

Estive pensando nesses dias sobre as vitórias do Obama e do Gabeira.

Para mim a questão racial é de menor importância no caso do Obama. O que me entusiasma nele é a esperança que conseguiu difundir da implementação de uma concepção nova de política: uma política aberta, solidária, generosa, diversa desse modelo rasteiro a que a sociedade atual tanto se acomodou, em que predomina o troca-troca de favores, os acertos e conchavos egoístas, tudo ao arrepio da realização do bem comum. O Obama, enfim, representa a realização de tudo aquilo que tão bem foi ressaltado na carta divulgada pela Caroline Kennedy, em janeiro deste ano.

Quanto ao Gabeira, não acho que tenha sido derrotado. Pelo contrário, plantou uma bela semente que não podemos, nem nós nem ele, deixar que seja pisoteada, abafada pelas pedras do caminho ou sufocada pela terra ruim.

Também o Gabeira, na esteira do Obama, apresentou proposições de alto nível e se conseguiu vê-las aprovadas por quase 50% de eleitores não pode ser considerado um perdedor. Não teve foi tempo e recursos financeiros e tecnológicos suficientes, como o colega do norte, para convencer uma fração um pouco maior de concidadãos.

E é justamente sobre isto que tenho pensado.

Se o Obama usou com tanta eficiência a tecnologia da Internet e da telefonia sem fio (celular) para se comunicar diretamente com os eleitores e conseguiu com isto quebrar o conservadorismo americano e arrecadar a fábula de recursos para sua campanha, por que não podemos também nós aqui nos trópicos, mesmo em períodos não eleitorais, manter e difundir as idéias propostas pelo Gabeira?

Não se trata de campanha política, mas de difusão de idéias e princípios políticos básicos do Estado Democrático de Direito, com o propósito de auxiliar os cidadãos a se prepararem melhor para futuras eleições.

As pessoas precisam ser motivadas para assumir tal compromisso e eventualmente até convencer o próprio Gabeira a se manter na luta.

SABINO LAMEGO DE CAMARGO


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