AINDA A INDEXFLAÇÃO

A indexflação, como os leitores deste Blog sabem, é a inflação que resulta da indexação; podendo ser entendida, também, ao contrário, como a indexação que resulta da inflação: de qualquer modo é um problema monetário tipicamente brasileiro, imposto pelo movimento militar de 1964 que, até hoje ( mesmo depois do Plano Real ) ainda não nos deixou.

Como o Brasil sofre de indexflação, nós não vamos poder baixar os juros, como afirmou, ontem, o presidente HENRIQUE MEIRELLES, à Comissão de Orçamento do Congresso nacional.

Todos os outros países estão baixando os juros, mas – diz o dirigente máximo do Banco Central – “cada um deve tomar a decisão adequada ao seu caso, não cedendo à tentação de usar o mesmo remédio do vizinho”.

MEIRELLES não explicou porque a nossa situação é tão diferente: mas ela é diferente por causa da indexflação.

Nós não podemos baixar os juros, sendo obrigados a mantê-los no maior patamar mundial, porque temos o maior medo – aliás, justificado – de que a inflação, aumentando, provoque uma onda incontrolável de reindexação da Economia, que nem se sabe bem por onde começará, embora não haja dúvidas de que chegará rapidamente aos salários.

O momento atual seria propício para que o Banco Central, e o governo, celebrando os quinze anos, que se aproximam, da decretação do Real, desse o arremate final nesse Plano – em tantos aspectos tão bem sucedido – para acabar, de vez, completamente, com a indexflação.


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