A IDEOLOGIA DE BUSH E A POLÍTICA DE OBAMA

Diferentemente do que aconteceu no início do governo BUSH/CHENEY – em que prevaleceu, nitidamente, o critério ideológico – as escolhas de BARACK OBAMA, de HILLARY CLINTON e de ROBERT GATES como ministros, obedecem à uma lógica política.

A grande diferença entre esses dois métodos de formação de um governo é que a ideologia dá origem a um sistema estático, em que praticamente todos os conteúdos das opiniões subordinadas são deduzidos de uma idéia considerada fundamental, enquanto a política permite o surgimento de uma comunidade dinâmica, em que prevalece a criatividade.

Há exemplos clamorosos de escolhas ideológicas no governo BUSH, como as indicações de JOHN BOLTON para a ONU e de PAUL WOLFOWITZ para o Banco Mundial.

Como o mundo, porém, diferentemente do que ocorria nos tempos de NERO e de CALÍGULA não pode mais ser entendido como uma luta entre o bem e o mal – e, de resto, nenhum dos personagens citados acima, nesta oração, pode ser considerado “do bem” – a ideologia levou, rapidamente, a América para a beira de um precipício político, do qual a estratégia de OBAMA, de unir pessoas independentes, vai tentar retirá-la.


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