FIM DA POLÍTICA DE EXTERMÍNIO

Ao participar, hoje de manhã, do lançamento do programa Território da Paz, no Complexo do Alemão, que integra o PRONASCI, o presidente LULA afirmou:

“… não queremos mais aquela polícia …( que trata ) todo mundo como se fosse inimigo”

Será que isso, vai levar o governador do Estado a demitir, enfim, o Secretário de Segurança ?

Há, com efeito, nessa questão da Polícia do Rio, uma enorme contradição.

Até agora, diz a jornalista CLARISSA THOMÉ, no Estadão, “ a política de segurança, no Complexo do Alemão, se baseou no confronto” e,” entre maio e agosto de 2007, quarenta e quatro pessoas morreram – 19 delas num só dia”.

Prossegue ela:

“ A intenção inicial da Secretaria de Segurança era repetir a estratégia colombiana na favela Comuna 13, em Medelín”. (Mas) no Complexo do Alemão o tráfico está longe de arrefecer. Ontem, o ‘Estado’ esteve numa das frentes de obras do PAC do Morro do Adeus e havia um homem armado de fuzil próximo dos operários.”

A política de enfrentamento, portanto, fracassou em suas duas frentes: primeiro, não deu certo, pois, ontem mesmo, a jornalista do Estadão diz que viu “um homem armado de fuzil” (isto é, um traficante ) atuando ostensivamente no local; segundo, o governo federal afirma que “ a política do sobe-morro-desce morro está sendo hoje afastada e substituída pela política de segurança e da convivência”, discurso que foi, mutatis mutandi, endossado pelo presidente da República hoje de manhã.

Da ilegal política de extermínio resta, apenas , a pessoa do Secretário BELTRAME.

Em nome de quê ele foi mantido até agora ?

Qualquer quer seja a resposta à indagação anterior, há uma outra irrespondível: como será possível ao governador mantê-lo no cargo depois de hoje? Até que ponto pode ir esse jogo de faz-de-conta ?


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