UMA REVISÃO DE CONCEITOS

O retorno ao nominalismo, nos atos monetários internacionais, vai ter efeitos na chamada Economia “real”, gerando um grande desemprego e causando uma depressão em escala mundial, da qual só sairemos se conseguirmos incorporar ao mercado mundial as centenas de milhões de pessoas que ainda vivem na pobreza.

Isso me parece que ficou mais claro com essa crise, mas a política de “integração da pobreza na riqueza mundial” pode esbarrar em duas grandes ideologias: 1) das pessoas que odeiam os pobres: 2 ) das pessoas que se escandalizam com a pobreza mas não querem dividir com os pobres a sua riqueza.

Os estudos de JEFFREY SACHS já demonstraram que a quantia que vai ser necessária para abolir a miséria absoluta é muito pequena, de cerca de 1% do PIB mundial, e não vai fazer falta a ninguém – sendo, ademais, muito menor do que os Tesouros e Bancos Centrais do mundo desenvolvido estão lançando mão, agora, para recapitalizar os seus sistemas financeiros.

De qualquer modo, o século XXI – depois do fracasso da política neo conservadora norte americana levada a cabo pelo presidente BUSH – vai ter que se reestruturar rapidamente, para que a humanidade possa sobreviver em paz e num ambiente saudável, o que não será possível sem eliminar a pobreza no mundo.

Daí a necessidade não só de se voltar ao nominalismo, como de passar a conceituar a moeda como um fator de organização social, e não mais como uma “reserva da valor”, que supostamente contenha, como achava ADAM SMITH, poder aquisitivo e valor de troca.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.