O FIM DO CAPITALISMO INTERNACIONAL

Os líderes dos países asiáticos Japão, China e Coréia do Sul fizeram uma reunião de cúpula no sábado, dia 12 de dezembro de 2008, na cidade de Fukuoka, no Japão, e decidiram atuar juntos para enfrentar o que consideram a maior crise financeira mundial em 100 anos.

A reunião foi considerada, por eles, um “marco” histórico, pois é a primeira vez que os representantes dos três países mantém um encontro independente específico, desde a Segunda Grande Guerra.

Uma das decisões por eles tomadas foi aumentar a quantidade de dinheiro em circulação entre os três Estado, o que eu imagino que possa ser o prenuncio da implantação de uma moeda única na região.

Depois que os Estados Unidos venceram a Segunda Guerra Mundial eles se tornaram a potência militarmente hegemônica no mundo, e a sua moeda, a partir da Conferência de Bretton Wood, de 1944, uma espécie de “dinheiro universal pactício”.

Os oito anos do governo BUSH encerraram essa fase, e sepultaram a ideologia do pós segunda guerra, sob a qual praticamente duas gerações se criaram.

O fracasso da guerra do Iraque e a falência dos bancos e das empresas automobilísticas norte americanos é o sinal do fim do capitalismo internacional sob a liderança dos EUA.

Assim como o Movimento Comunista Internacional acabou, depois da queda do muro de Berlim, está se findando, agora, o capitalismo – constatação essa, de resto, que vários analistas já fizeram, embora haja alguns outros contando que tudo não passe de mera turbulência, e as coisas voltem logo ao seu antigo lugar.

Há uma diferença essencial entre o fim do comunismo internacional e o fim do capitalismo internacional: ao primeiro seguiu-se um ciclo de violência militar; o que, provavelmente, não acontecerá no segundo caso.

Creio que a Ásia, muito em breve, terá uma moeda comum, emitida por um banco central único asiático. Ao mesmo tempo, os países da Europa que não aderiram ainda ao EURO – especialmente a Inglaterra – passarão a adotar essa moeda, o mesmo que deverá ocorrer na América do Sul, com a criação do “Sul”.

A monetização regionalizada do mundo – e o emprego do dinheiro como fator de organização social – deverão contribuir para uma rápida superação da pobreza das inúmeras populações mundiais, já identificadas em estudos da ONU.

O fim do capitalismo internacional sob a liderança americana não será, portanto, nada mau.


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