IMALC

Proponho a criação de um “IMALC” – INSTITUTO MONETÁRIO DA AMÉRICA LATINA E CARIBE – destinado a tornar-se a semente do futuro BCMALC ( Banco Central da América Latina e do Caribe ), assim como do Instituto Monetário Europeu surgiu o Banco Central Europeu.

Como escreve ALEXEI BARRIONUEVO, correspondente do New York Times na Costa do Sauípe, a “Cúpula da América Latina e Caribe revela nova ordem regional”, a qual, segundo o repórter, “consolidou desejo de liderança brasileira”, e foi um inegável sucesso político.

Não será fácil, porém, dar um contorno jurídico definido a essa nova ordem. Basta ver que, para realizar a reunião de cúpula na Bahia, foi necessário englobar diversas organizações regionais, como o MERCOSUL, a UNASUL e o GRUPO DO RIO. Transformar em “realidade” o sistema que emergiu da reunião do CALC vai exigir das diplomacias interessadas um grande esforço, de resultados demorados.

Daí a vantagem de se começar a trabalhar, desde logo, em torno do projeto de criação do “SUL” – a futura moeda comum regional latino americana e do Caribe – cuja instituição servirá como um fator mais rápido e eficiente de organização dessa nova ordem regional.

A moeda, hoje, não é mais – como se imaginava – um repositório de poder aquisitivo e de valor de troca e, sim, um instrumento jurídico-econômico de organização das sociedades nacionais e supra nacionais, muito mais prático e rápido do que os meios tradicionais de disciplina das condutas humanas.

Por isso, a criação de uma moeda única regional não pode ser mais pensada como o último estágio de uma integração econômica prévia: ela é, em si, uma fase “autônoma” – digamos assim – de união dos diferentes Estados nacionais.

É preciso, portanto, dar início à implantação do IMALC, passo indispensável para que a Cúpula da América Latina e Caribe se torne uma “realidade” nos próximos anos.


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