AONDE NOS LEVARÁ A CRISE MONETÁRIA ?

Quando a crise financeira estourou, nos EUA e na EUROPA, as análises e comentários especialmente do NYT, do The GUARDIAN e do FINANCIAL TIMES – selecionados e traduzidos pela editoria do ESTADÃO, eram esclarecedores e instigantes. Os de PAUL KRUGMAN, inclusive, também publicados em O GLOBO, foram insuperáveis, embora ninguém tenha conseguido dizer, exatamente, o que tinha acontecido com a Economia.

Agora, o clima mudou, pois o importante não é tentar explicar a crise, mas levar o leitor a acreditar que o capitalismo, a despeito de tudo, triunfará. Não se sabe, bem, sobre o quê – provavelmente sobre o socialismo – mas triunfará.

As causas do desastre, segundo as reflexões atuais na mídia brasileira, não decorrem de defeitos do regime, mas da falta de vergonha na cara de alguns dirigentes de bancos e financeiras – ou de formadores de pirâmides especulativas, como MADOFF – de modo que tudo, daqui a algum tempo, vai voltar a ser “como dantes, no quartel de Abrantes”.

A preocupação de certos jornalistas portanto, não é tanto mostrar o que está acontecendo, para tentar levar o leitor a refletir sobre as mudanças que ocorrem, mas defender uma ideologia.

A explicação ética da crise, a meu ver, não é suficiente, mesmo porque dela não decorre resultado prático algum. Mesmo que se conclua que muito dirigentes de empresas, especialmente de bancos, foram imorais, o que se deve fazer para torná-los éticos?


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