ASSASSINOS SELETIVOS

A Força Aérea do Estado de Israel, com uma bomba de cerca de uma tonelada, matou, ontem, praticamente toda a família do xeque NIZAR RAYAN – nove de seus doze filhos e suas quatro mulheres – que se encontravam em casa no campo de refugiados de Jaballa.

A escolha de RAYAN deveu-se ao fato de ele, professor de leis islâmicas, ser um dos líderes do Hamas, considerado uma das maiores autoridades religiosas do grupo. Segundo o vice-premier israelense, HALM RAMON, “Israel está tentando atacar todos os líderes do Hamas ( e ) hoje acertamos (sic) apenas um deles.”

A notícia da morte da família de RAYAN foi publicada na primeira página do jornal O Globo, de hoje, numa chamada destinada a conquistar alguma simpatia do público, ao salientar que o xeque tinha “quatro mulheres” e era um “defensor ferrenho de atentados em Israel e chegou a enviar, em 2001, um dos filhos para uma missão suicida.”

O assassinato seletivo vem sendo defendido, há anos, pelos dirigentes do Estado de Israel, como um ato de menor gravidade para aqueles que, como eles, sentem-se envolvidos numa guerra, mesmo que junto ao “selecionado” sejam vitimados, também, os membros inocentes de sua família.

Ocorre que essa guerra não interessa mais ao mundo, e isola o Estado de Israel da comunidade internacional.

Quanto aos assassinatos seletivos eles não passam de ações primitivas contrárias à ordem civilizada que a humanidade, há séculos, vem tentando construir.


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