MAU USO DA FORÇA

O mundo assiste ao Estado de Israel usar a sua infinita superioridade militar contra os palestinos para destruir o Hamas.

A receita, aparentemente, é a mesma de sempre: exércitos fortemente armados, depois de intensos bombardeios da Força Aérea, avançam sobre território estrangeiro e conseguem resultados rápidos, logo alardeados nos meios de comunicação: muito semelhante ao que ocorreu no Líbano, no Afeganistão e no Iraque ( com a diferença, apenas, nesses dois últimos casos, que os EUA não estão envolvidos diretamente no ataque, o que não deixa de ser um certo alívio).

O objetivo militar do Estado de Israel seria destruir a infra estrutura político-militar do Hamas.

Mesmo, contudo, que esse objetivo militar seja alcançado, o que acontecerá depois ?

Alguns analistas comentam que, após a destruição do Hamas, haverá negociações com o Fatah, para que os palestinos moderados tomem conta da Faixa de Gaza.

Mas será isso, politicamente, possível ?

A opinião pública mundial protesta porque percebeu que estamos, mais uma vez, diante do fenômeno do mau uso da força nas relações internacionais, que só tem provocado desastres e carnificinas.


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