“ISRAELENSES, A GUERRA AO TERROR FRACASSOU”

Este é o título do artigo de GARY YOUNG, originalmente escrito para o The Guardian, hoje publicado pelo Estadão, em que o colunista afirma o seguinte, depois de citar o ex-primeiro ministro ARIEL SHARON que, ao sair de um encontro com BUSH, há alguns anos, na Casa Branca, disse que tanto os EUA como Israel estavam numa guerra contra o terror:

“ O problema é que nos últimos sete anos, essa guerra foi completamente desacreditada – não só moralmente, mas militar e estrategicamente.(…) Ao eliminar qualquer perspectiva de negociação, a violência fortaleceu o extremistas.(…) Em quase todo lugar, incluindo os Estados Unidos, a guerra ao terror é vista hoje como um erro colossal. Só Israel não percebe – e está fadado ao fracasso, pelas mesma razões que os EUA fracassaram.”

Desmoralizando o discurso da ministra do Exterior TZIPI LIVNI, quando ela quis colocar em lados opostos os defensores do mundo livre e os terroristas, dizendo que “cada um precisa escolher um lado”, salienta GARY YOUNG:

“Ela está certa, as pessoas precisam escolher lados. Até agora, porém, não tem sido o seu. Sete anos após o 11 de setembro, o mundo tem uma boa idéia do que virá em seguida, e não quer fazer parte disso. A guerra ao terror acabou, ela foi perdida. Pela primeira vez, depois de muito tempo, isso parece ser claro, até nos EUA. Uma pesquisa de RASMUNSSEN mostra uma opinião pública americana menos indulgente com a agressão israelense do que muitos acreditavam. A opinião sobre o bombardeio de Gaza está dividida quase pela metade, 44% apoiando a ação de Israel e 41% dizendo que o governo devia ter tentado uma solução diplomática“

Com isso, segundo o colunista, “ cresce o espaço de manobra para o presidente eleito BARACK OBAMA buscar uma política mais imparcial para a região” e conclui, magistralmente:

“Essa é a mudança de que os Estados Unidos e o Oriente Médio precisam. É também a mudança em que a maioria do restante do mundo quer acreditar.”


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