O QUE FALTA FAZER

 

Na mesma linha do comentário de ontem do jornalista CELSO MING o jornal O Estado de S.Paulo publicou, hoje, longo editorial, tentando discutir a questão do spread dos juros cobrados no Brasil.

Segundo o editorial do Estadão, “é preciso levar em conta a enorme distância entre os juros básicos e as taxas cobradas nos empréstimos a consumidores e empresas (que) pode ser entre 12,75% e 80% ( taxa equivalente a 5% ao mês de juros compostos),”

Estranha o jornal o silêncio da opinião pública sobre esse fato:

“ Mas notável, ainda, é o comportamento de líderes empresariais, dirigentes sindicais e políticos de todos os partidos. Mantêm suas baterias voltadas para o BC e não exercem a mínima pressão sobre os bancos – privados e públicos – dos quais dependem, no dia a dia, para conseguir financiamento. “

A taxa SELIC, na verdade, não controla o montante dos juros efetivamente praticados na Economia, além de funcionar como  um fator autônomo de inflação, quando empregada como indexador de créditos, especialmente os tributários.

Pode ser que a crise econômica faça a opinião pública acordar e perceber a falta que faz obrigar o sistema financeiro brasileiro a enquadrar-se no Plano Real, com a revogação da isenção que lhe foi outorgada, deixando-o de fora da desindexação imposta aos outros setores econômicos, há quinze anos atrás.

 


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