QUEM TEM MEDO DA ESTATIZAÇÃO DO CRÉDITO ?

Se a moeda nacional é estatal porque temer, então, a estatização do crédito ?

A moeda encontra-se, estruturalmente, em nível superior ao crédito, pelo que não há, teoricamente, maiores riscos em estatizar, definitiva ou provisoriamente, o crédito, o que pode ser  uma forma de superar a crise financeira atual.

Mas difícil será universalizar a moeda – o que, contudo, a meu ver, se impõe – criando-se um Banco Central mundial para emiti-la.

Tenho afirmado que a instituição desse Banco Central internacional deveria ser feita paulatinamente, através da criação, primeiro, de bancos centrais regionais, a exemplo do Banco Central europeu, que emitissem moedas únicas.

Talvez não haja prazo suficiente, contudo, para que tal ocorra, a tempo de enfrentar a crise, o que tornaria necessário partir-se, imediatamente, para a fase final, implantando-se, desde logo, a moeda única.

Poderia ser convocada uma Conferência internacional para discutir a criação da moeda única mundial.

Os países ricos, logo se entenderiam entre si, e com os países emergentes.

Como resolver, porém, a situação dos países pobres ?

A idéia de moeda vem sempre associada à noção de riqueza pelo que a criação de um dinheiro único universal esbarraria na existência de países miseráveis e pobres, cujas populações não têm poder aquisitivo.

A moeda, porém – assim como a Lei – não é riqueza, mas uma modalidade, menos violenta, de organização da sociedade.

O dinheiro internacional poderia ajudar, portanto a organizar, a curto prazo, as nações pobres, independentemente do maior ou menor poder aquisitivo de seus habitantes.

Podem ser apenas ideológicos os obstáculos à solução da atual crise financeira internacional 


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