VIOLAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL

 

O primeiro-ministro do Estado de Israel, EHUD OLMERT, alertou que o revide de seu governo ao lançamento de foguetes pelos palestinos da Faixa de Gaza  contra o território israelense, será “duro e desproporcional”.

Ora, a reação mais branda da comunidade internacional contra os recentes ataques de Israel, que mataram 1.200 palestinos, e feriram uma multidão deles foi, exatamente de que a retaliação teria sido desproporcional.

Ao dizer que a nova represália será tão desproporcional –ou mais – do que a anterior, assumindo as críticas que lhe foram feitas pelos demais países, os dirigentes do Estado de Israel dão uma demonstração de desprezo pelo resto do mundo. Só faltaram dizer que, “se quisermos bombardearemos, de novo, as instalações da ONU”.

Os dirigentes do Estado de Israel agem, assim, como os meliantes, que se gabam de não cumprir a Lei, porque não querem obedecer às regras legítimas  das comunidades organizadas.

Mais cedo, porém, do que esses dirigentes imaginam, os povos e os governos  dos demais Estados irão compeli-los  a se enquadrar.

Como diz KELSEN, na sua obra Peace through Law, “apesar de tudo, parece que a idéia do Direito continua a ser mais forte do que qualquer outra ideologia de poder.”

O Estado de Israel, sob pena de cada vez menos representar o povo judeu, não pode continuar se comportando, durante muito tempo, como se fosse um bandido internacional.

 

 

 


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