A INFALIBILIDADE DO PAPA

 

A primeira pessoa que me falou sobre a infalibilidade do papa, há muitos anos atrás, foi o FERNANDO GEBARA, grande amigo, colega de ginásio no colégio Mello e Souza, católico então praticante, que – diante da minha surpresa – me explicou que tal infalibilidade se restringia, apenas, às questões de fé.

Ainda bem que é assim, pois o atual papa, BENTO XVI – que parece ser um excelente teólogo e grande conhecedor da fé cristã – em matéria de política, e de ideologia, é falibilíssimo.

Primeiro, foi aquele problema que ele criou com os muçulmanos, ao dizer que havia um texto antigo que pregava a violência religiosa, o que insuflou a ira dos árabes contra ele; agora, foi a reabilitação do tal bispo inglês que nega o Holocausto, despertando a indignação dos judeus.

Mesmo que o papa seja infalível tão somente em assuntos da fé católica, ele tem o dever de não errar, também, nas outras questões gerais, porque tudo o que ele diz repercute imediatamente na opinião pública.

Em suma: o ex cardeal RATZINGER, por melhor teórico que seja, na prática não está funcionando muito bem como papa.


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