CONTROLE MONETÁRIO

Há um fato e uma discussão em curso que precisam ser corretamente avaliados, para que se entenda o que há por trás de ambos. A discussão diz respeito ao crescimento, ou não, da inflação, cuja meta atual é da ordem de 4,5%, o que gerou uma discussão entre MÁRIO MESQUITA e NELSON BARBOSA; o fato é a valorização do Real diante, principalmente, do dólar, que o colunista CELSO MING atribui à perspectiva de ingresso maciço da moeda americana em nosso mercado financeiro.

Todos sabemos que os números podem ser manipulados quase à vontade, como o foram, por sinal, no Brasil, nos tempos da hiperfinflação e da correção monetária generalizada; mas eles não resistem, durante todo o tempo, à manipulação. Aplica-se, no caso, aquela ponderação do presidente LINCOLN: pode-se enganar uma pessoa durante todo o tempo, várias pessoas durante algum tempo, mas não se pode enganar todas as pessoas durante todo o tempo http://pharm….nde.fr/ http://pharm….nde.fr/.

Ora, o número de nossa meta de inflação anual, de cerca de 4,5% ao ano, é muito alto. As nossas taxas de juros, também, são muito altas, tal como é elevada a nossa dívida pública: o que mostra que trabalhamos com números altíssimos e estamos acostumados a isso há muito tempo.

Não é difícil, porém, segundo me parece, reverter essa situação a curto prazo: o passo decisivo será a eliminação da indexação residual que ainda subsiste na Economia brasileira assegurando ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda um controle pleno do nosso sistema monetário.

O controle monetário é indispensável para cimentar o longo caminho que o Brasil ainda deve percorrer para se transformar numa potência financeira internacional.


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