O TAMANHO DO PROBLEMA

O governo LULA tratou a questão da indexação residual como se ela fosse um problema menor e deixou a solução para a sua sucessora.

A correção monetária que ainda sobrevive não é, porém, uma questiúncula mas, ao contrário, um grande obstáculo que já devia ter sido estrategicamente superado.

Uma das características da nossa indexação é que ela é um fenômeno tipicamente brasileiro, o que dificulta o emprego de experiências estrangeiras para debelá-la.

Por outro lado, a nossa correção, embora tenha sido, depois de um grande sacrifício, quase completamente eliminada em 1994 de lá para cá não parou de crescer, voltando a desenvolver-se. De cerca de 10% da Economia ela hoje abrange quase 40% de preços essenciais.

Há, a meu ver, uma ignorância `da maior parte dos economistas a propósito desse tema, e aqueles que mais entendiam disso estão hoje a serviço das instituições financeiras, o que os mantém calados, diante de um conflito de interesses.

Falta, também, a meu ver, dimensão teórica e política ao atual ministro da Fazenda para liderar um processo de desindexação total da Economia.

Tudo talvez dependa – como tantas vezes acontece em nosso país –  da presidente da República.


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