O “TETO” E O “CHÃO” DA INFLAÇÃO

Num de seus artigos de fundo, intitulado “Dúvidas em torno do Banco Central”, em que comenta a última Ata do COPOM, afirma O Globo o seguinte:

“Se o BC adotou a visão da Fazenda de que o ciclo da alta de preços passará quase que por si só, e considera que a inflação anualizada voltará normalmente ao seu leito, devido a medidas já tomadas, há um perigo a espreita: o do estímulo à indexação, ainda não eliminada da economia brasileira. Parte da composição do IPCA – principal índice da inflação – está indexada: contratos de aluguel e tarifas de serviços públicos, como telecomunicações por exemplo. Estima-se, inclusive, que, por isso mesmo, o “chão” da inflação brasileira seja de 3% ao ano. Ora, conformar-se com uma inflação mais elevada é contratar mais inflação para o futuro.”

É a primeira vez que leio a expressão “chão” da inflação: mas, o que realmente importa, é o editorial do jornal dizer que poderia de 3% ao ano, e não 4,5% como atualmente. Se isso for verdade, metade do piso da inflação já decorre da indexação.

Mais adiante, no mesmo jornal, afirma  Gerson Camarotti que  o ministro MANTEGA talvez venha a ser substituído, em breve, pelo atual secretário executivo da pasta, NELSON BARBOSA.

Espero que essa provável substituição, juntamente com as “medidas macroprudenciais” referidas pelo Banco Central, dêem impulso a algum movimento do governo DILMA a favor da completa extinção da indexação brasileira,  que, mesmo interessando  a muitos setores poderosos, vai nos conduzindo, de novo, a um grande descontrole da Economia.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.