AINDA A FALÁCIA NATURALÍSTICA

O economistas gostam muito das figuras de linguagem, de chamar as exceções aos planos econômicos de “torneirinhas”; OS limites dos ganhos dos servidores públicos de “teto”; de denominar o tabelamento de preços de “congelamento”, e assim sucessivamente.

Acontece que eles próprios, mais tarde, passam a acreditar que as metáforas e metonímias que empregam são fatos: que o “teto” é duro, impossível de ser ultrapassado, que a “torneirinha” pode ser fechada, que o “congelamento” resfria a demanda, etc.

Trata-se da conhecida falácia naturalística, quando a pessoa imagina que um dever ser tornou-se um ser.

Há um outro risco no uso dessas imagens: o “teto”, por exemplo, acaba se tornando a sua antítese, e passa a ser “piso”, o que acontece com muito maior freqüência do que se supõe, e poderá ocorrer quando o “teto” dos vencimentos dos servidores públicos for definitivamente desmoralizado: ele pode converter-se em “piso”, e aí ninguém segura mais….

Esse é mais um risco da prometida greve dos juízes federais.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.