EM BUSCA DA MOEDA UNIVERSAL

Os bancos de desenvolvimento dos cinco países que compõem o Brics, segundo a repórter Claudia Trevisan, do Estadão, decidiram ontem criar mecanismos para permitir o financiamento, em moeda local, a investimentos realizados por suas empresas nos outros países do bloco. Assim, se a EMBRAER, por exemplo, for mesmo construir uma fábrica de aviões na Rússia, obterá financiamentos em rublos, e não em dólares; se a China construir uma montadora de IPads no Brasil obterá financeiro em Reais, e não em dólares, e assim sucessivamente.

Diante da importância e do peso dos Brics no mundo de hoje essa medida tem um significado muito maior do que se imagina.

Esses mecanismos de conversão de moedas nacionais entre os países que compõem os Brics vão facilitar a conversão “interna” das moedas nacionais brasileira, russa, indiana, chinesa e sul africana, o que pode ser um passo para a emissão, no futuro, de uma, duas ou três moedas comuns internacionais.

Se a experiência der bons resultados – e certamente dará – ela será logo imitada por outros blocos.Teremos, assim, em breve tempo, os Brics, os Países de Língua Inglesa, e a União Européia etc formando blocos monetários que poderão, com maior sucesso, controlar o até hoje aparentemente incontrolável mercado financeiros internacional.


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