É PRECISO REGULAMENTAR O MERCADO FINANCEIRO

Muito boas as entrevistas de GAYATRI SPIVAK, “ A vitória não é grandiosa, mas é crucial”, e de MICHAEL SANDEL “Os limites morais dos mercados financeiros”, publicadas, ambas, no caderno “Prosa e Verso” de O GLOBO (  o nosso único jornal de grande circulação no Rio de Janeiro que parece, afinal, ter percebido a enorme responsabilidade cultural que tem, tão descuidada por ele nos últimos tempos ).

Ambos os entrevistados falam dos movimentos populares dos indignados da Europa e dos ocupadores de Wall Street nos EUA,   referindo-se à sensação de injustiça que tomou conta das pessoas diante da ganância dos líderes dos mercados financeiros globalizados.

Não acredito que essa sensação de injustiça vá dar em nada, se  limitar-se a exigir atitudes moralistas por parte dos agentes financeiros. É importante, isso sim, que esses protestos sensibilizem os legisladores para que haja uma disciplina jurídica do mercado financeiro.

O primeiro passo para aprimorar a precária regulamentação hoje vigente, seria aprovar a taxação das operações financeiras internacionais, através do que os Estados nacionais teriam acesso a informações essenciais sobre o funcionamento do mercado globalizado.

Não apenas os sociólogos e os filósofos, têm um papel importante a cumprir, refletindo sobre as conseqüências da globalização. É fundamental, nesse processo, a presença dos juristas, que me parecem, por enquanto, muito calados.


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