EM BUSCA DO NOVO

A frase dialética de Gramsci, que citei apud Zygmund Bauman, retorna, referida, agora, pelo Embaixador Rubens Ricupero, entrevistado da semana do Caderno Eu & do jornal Valor, no seguinte trecho:

“Os grandes ciclos econômicos, políticos e sociais da história do Brasil têm um desdobramento parecido. São ciclos longos. O segundo mandato de Dilma, para mim, é a agonia da crise fiscal. Só não creio que o desenlace seja limitar. Vamos ter a agonia final desse sistema. Vai acontecer aquele definição que Gramsci dava à crise: ‘ o velho não acaba de morrer e o novo não consegue nascer. Nesse interregno todo tipo de sintoma mórbido sobe à tona.”

O que pode ser novo, no Brasil ? Uma nova moeda, que não siga o dólar, tão servilmente.

Temos um outro ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele devia mudar toda a Diretoria do Banco Central, e começar a emitir dinheiro vivo para comprar os Títulos Públicos e dar mais vitalidade à Economia. Não há risco de inflação. O nosso problema é a depressão.


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