A CONVIVÊNCIA ENTRE DUAS REVISTAS DE DIREITO NUMA MESMA INSTITUIÇÃO

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro é um órgão de excelência, como há poucos no Brasil, que publica, há mais de sessenta anos, uma respeitada Revista de Direito, com artigos de doutrina, pareceres, divulgação de acórdãos e assuntos de interesse geral. Trata-se de uma revista típica que, para sobreviver ( especialmente nesses dias difíceis de transição do suporte de papel para o eletrônico ) precisa manter-se atual, circulando com periodicidade, sem o que não conseguirá trazer novidades.

A Associação dos Procuradores, por inspiração do saudoso Procurador Marcos Juruena Villela Souto, na gestão do então presidente João Luiz de Oliveira Lima, hoje magistrado em nosso Tribunal de Justiça estadual, criou uma outra revista de direito. Para evitar uma concorrência danosa entre ambas, a Revista da APERJ limitou-se, deliberadamente, a publicar números temáticos, sem conter matérias diversas, como a da PGE.

Está ocorrendo, porém, recentemente, um fenômeno preocupante: a Revista de Direito da PGE publicou alguns volumes temáticos, um dos quais, de resto, muito bom, em homenagem ao referido Procurador Marcus Juruena, tão prematuramente falecido. Ao mesmo tempo, porém, por razões objetivamente inexplicáveis desobedece, reiteradamente, a periodicidade, enquanto a “concorrente” está se acelerando cada vez mais.

Há um samba famoso, regravado pela cantora Maria Rita, em que o autor lança uma súplica: “não deixe o samba morrer”, que eu, transfigurado, encaminho ( como se este Blog fosse uma rede social ) aos dirigentes da Revista da PGE: “não deixem a revista morrer” …


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