O SALTO QUALITATIVO

Uma das “leis” da dialética consiste na proposição que defende a existência de saltos qualitativos, em que  há uma transformação da quantidade para a qualidade. Falsa ou verdadeira essa “lei” parece se aplicar ao que podemos denominar o “caso Alvim”, ou seja, a encenação promovida, quinta-feira passada, dia 16.1.2020, pelo ex-Secretário de Cultura, Roberto Alvim.

Bolsonaro tem empregado máximas nazistas ao longo de sua vida, fruto de uma convicção arraigada, que ele nunca escondeu. Uma quantidade enorme de frases, gestos, reações, atitudes, que não deixam margem a dúvidas quanto à sua história e ao seu caráter. Mas, com Alvim, essa quantidade sofreu uma transformação qualitativa.

Alvim esteve com Bolsonaro, que o elogiou publicamente, no dia anterior. Os dois conversaram e estabeleceram, juntos, um discurso, que Alvim pronunciou no dia seguinte, em que finge ser Goebbels. Qual é a dúvida de que Alvim, ao agir como se fosse Goebbels, estava sendo porta-voz do pensamento de Bolsonaro?

Tenho a convicção de que o Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, não reproduziria a declaração que fez à Revista Época, deste fim de semana, que acabei de ler, de que o governo Bolsonaro não feriu as instituições, embora de direita, de extrema-direita. Toffoli não é judeu. Se fosse, e tivesse a responsabilidade de ser Embaixador do Estado de Israel, teria ligado para Bolsonaro ( como informa o jornalista Bernardo Mello Franco ) e recomendado que ele parasse com aquilo e demitisse Alvim.

Mas não basta tirar Alvim; é preciso tirar Bolsonaro, para que assuma o seu Vice-Presidente, eleito pelo povo, na forma da Constituição. É necessário que se  promova o requerimento de Impeachment de Bolsonaro, por crime de responsabilidade, na forma da lei. Não deve  perder-se o momento.

#impeachmentdebolsonaro


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