ENFIM, UM AUTÊNTICO PSICOPATA NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL

A distinção mais bem feita que li entre os conceitos de esfera pública e de esfera privada foi de Kant: a gente pode falar certas coisas num âmbito privado, sem maiores consequência, mas isso muda de figura se o assunto é tratado na esfera pública. E nada mais público do que um artigo publicado na imprensa, ainda mais num dos jornais mais importantes do País.

Um amigo meu, antes da eleição de Bolsonaro em outubro de 2018, disse-me, então, que ia votar nele porque o Brasil estava uma loucura e era preciso botar um louco na presidência. Uma fórmula, digamos assim, do similis similibus curantur da homeopatia ( contraditoriamente, em dose cavalar). Hoje, porém, a colunista Ruth de Aquino, no artigo do Globo “Bolsonaro não é louco” afirma, com base especialmente no que ouviu do respeitado psiquiatra Joel Birman, que o nosso Presidente é psicopata.

O diagnóstico é impressionante:

“Desde os primeiros grandes gestos do presidente, ficou claro, disse Birman, que seu atos ‘são marcados por crueldade e violência’. Proposição de liberar fuzis para civis. Proposição de acabar com os radares nas estradas. Proposição de não multar a falta de cadeirinha para crianças. Proposição de acabar com os exames toxicológicos para motoristas de caminhão e ônibus. Proposição de legalizar o garimpo predatório nas florestas e terras indígenas. Tudo isso é um atentado à vida.”

Prossegue Ruth de Aquino com suas próprias observações:

“Quem defende torturador de torar as vítimas, publicamente, no Congresso, não é uma pessoa que preza a vida. Não surpreende, portanto, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federa, denuncie, sem meias palavras, a ‘política genocida” de Bolsonaro. O presidente trocou seu ministro da Saúde, era sua prerrogativa, era sua prerrogativa, mas será barrado pelo STF se insistir em condenar o isolamento social e ameaçar a saúde pública.”

E conclui:

“A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, autora do livro ‘Mentes Perigosas’, diz que ‘a psicopatia não é uma doença, é uma maneira de ser. O psicopata, segundo ela, sempre vai buscar poder status e diversão. Enxerga o outro apenas como um objeto útil para conseguir os seus objetivos”

Jânio Quadros e Fernando Collor – outros presidentes, populistas de direita,  cuja irresponsabilidade da nossa elite elegeu – eram doidos mas não eram psicopatas. O próprio modelo de Bolsonaro, Donald Trump, tem mentalidade de adolescente, é irresponsável, mas não é psicopata. O nosso presidente atual, não: ele é um psicopata.

Saber disso, que temos na cadeira presidencial uma pessoa psicopata – obrigado a Ruth de Aquino por nos alertar com tanta exatidão – é importante, não só para entender muitas condutas aparentemente inexplicáveis, como para não deixar dúvidas de que esse presidente deve ser afastado, inexoravelmente.


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