EFEITO DOMINÓ

Quando o Presidente Bolsonaro, em redes sociais, embora embolando, como sempre, o raciocínio, percebeu que a derrota de Trump – a esta altura quase certa – significaria a inviabilidade de buscar a sua reeleição aqui no Brasil, ela sabia do que estava falando.

A Teoria do Dominó, segundo a Wikipedia,  foi uma doutrina da política externa americana na Guerra Fria, que postulava que se um país, ou região, caísse para o comunismo, os países com os quais esse fizesse fronteira iriam cair de seguida. A teoria é atribuída John Foster Dulles. A expressão Teoria Dominó, que utiliza a imagem de uma peça derrubar a seguinte, foi também utilizada durante a Guerra Fria pelos EUA para apoiar países que lutassem contra Insurreição comunistas, com base na ideia de que se um país caísse, o seus vizinhos cairiam em seguida.

Essa é a razão pela qual, nos termos do que publicou Gerson Camarotti em seu blog, auxiliares avaliam que Bolsonaro externou preocupação com ‘efeito dominó’ se Trump perder. Diz o jornalista, in verbis:

“Auxiliares e até mesmo aliados próximos do presidente Jair Bolsonaro ficaram surpresos com a mensagem publicada por ele em uma rede social na manhã desta quarta-feira. Na mensagem, ele citou suspeitas de ingerência externa nas eleições dos Estados Unidos. Mas o que mais chamou atenção desses interlocutores de Bolsonaro foi ele ter relacionado a situação norte-americana com a do Brasil, ao afirmar que essa interferência pode ocorrer também por aqui. Para esses interlocutores, ao postar essa mensagem numa rede social, Bolsonaro explicitou o temor com uma eventual derrota do presidente Donald Trump, mas principalmente, o impacto que isso terá na sua própria tentativa de reeleição.”

Prossegue Camarotti:

O presidente Jair Bolsonaro se inspirou na eleição de Trump, em 2016, para construir sua campanha em 2018. “Portanto, uma derrota por lá desse projeto, terá reflexo por aqui. O temor é de um efeito dominó”, reconheceu ao Blog esse auxiliar, que defende, em caso de vitória de Joe Biden, a adoção de uma política externa mais pragmática e menos ideológica. No texto da manhã desta quarta, Bolsonaro escreveu que é “inegável que as eleições norte-americanas despertam interesses globais, em especial, por influir na geopolítica e na projeção de poder mundiais. Até por isso, no campo das informações, há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências, no resultado final das urnas”. Segundo ele, “no Brasil, em especial pelo seu potencial agropecuário, poderemos sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências, visando às eleições de 2022”.

Essa teoria,  meio estúpida, do “Efeito Dominó”, afundou os Estados Unidos na Guerra do Vietnam, considerada, até hoje, a maior catástrofe da história norte-americana. Diante disso, o risco de Jair Bolsonaro tirar o time de campo “é pinto”, como se dizia no meu tempo.


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