A EXPLICAÇÃO PARA A TAXA DE JUROS ALTOS DE ROBERTO CAMPOS NETO

Acabei de assistir a uma declaração do Presidente Lula, em Londres, de que o presidente do Banco Central do Brasil tem compromissos não só com o governo anterior como com quem gosta de juros altos porque “não tem outra explicação”.

Concordo, basicamente, com o que o Lula afirmou. Ainda assim, proponho uma explicação – que o Presidente não tem – mas que nos ajudará a solucionar o problema.

Ei-la:

O fato é que a Taxa de Juros básica da Economia no Brasil é a Selic.

Esse nome, segundo o site oficial do BACEN, tem o seguinte significado, literalmente:

“O nome da taxa Selic vem da sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Tal sistema é uma infraestrutura do mercado financeiro administrada pelo BC. Nele são transacionados títulos públicos federais. A taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados nesse sistema corresponde à taxa Selic.”?

Ao corresponder “à taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados nesse sistema” a Selic não é, apenas, uma Taxa de Juros. Ela reflete um custo dos financiamentos diários apurados no sistema do mercado financeiro que incorpora uma previsão de inflação, segundo alguns cálculos que não são do conhecimento público.

De qualquer modo, dentro dessa caixa preta que é o calculo da Selic, a previsão de inflação exige a criação de um indexador – de correção monetária – para permitir ao sistema financeiro conviver com tal previsão.

A Selic, portanto, não é, apenas, um acessório da dívida, mas corrige, também, o principal dessa dívida.

Essa é a explicação para o aumento da Taxa Selic: ela tem a função de proteger a clientela da correção monetária,

Sendo assim, a forma de não aumentar a Selic é desmontá-la, para que ele seja, como em qualquer outro sistema monetário do mundo, apenas um  acessório da dívida, e não a majoração do principal.

A maneira  de promover esse desmonte será posteriormente explicitada.


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