DORMINDO NO PONTO

A jornalista Maria Clara R. M. do Prado, nas conclusões de seu artigo no Valor de hoje, intitulado “A era da proeminência dos BCs”, escreve:

São tantas e tão sofisticadas as ideias em discussão relacionadas à atuação dos bancos centrais no resto do mundo, especialmente no meio acadêmico, que não se compreende o estado de inércia que parece dominar a mente da maioria dos economistas brasileiros. Tudo o que se ouve e lê a respeito de política monetária no país é um repeteco carregado de conceitos pré concebidos, distantes das abordagens que circulam lá fora.

Não se está a dizer aqui, registre-se, que as novidades em debate sejam boas ou más. Apenas que se vive no exterior um rico processo de troca de pontos de vista sobre a questão monetária e que isso passa ao largo do debate no país, com raríssimas e brilhantes exceções.”

Qual o motivo dessa pasmaceira? A falta de formação de nossos economistas e juristas que não conhecem o Direito Monetário, nacional e internacional.

Com base no que ensina o Procurador do Estado do RJ, Bruno Miranda, posso afirmar que a doutrina da correção monetária embruteceu os estudiosos dos fenômenos financeiros que se limitam a discutir índices e indexadores, do que resulta que os temas realmente importantes sejam deixados de lado.

Agora, por exemplo, o Presidente da República critica, diariamente, o Banco Central e o nível da Taxa Selic, uma brasileira – ex-Presidente da Repúbnlica – comanda oo Banco dos Brics, fala-se em moeda comum universal, e não se discutem a fundo esses problemas na mídia.

Dizia-se, no meu tempo de criança, que quem dorme no ponto é chofer. Precisamos acordar!


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