A RELAÇÃO ENTRE A MOEDA E A PAZ NA ENTREVISTA DE LULA EM HIROSHIMA

O Jornal Globo publica duas excelentes reportagens sobre a Cúpula do G-7 que terminou ontem em Hiroshima, sob os títulos “Longe do ‘Norte’ – Lula não se encontra com Zelensky e reforça distância de EUA e aliados” e “Cúpula expõe dificuldade do G-7 com o ‘Sul Global’”.

Nelas o Presidente brasileiro toma partido da Paz, em termos diretos e incontroversos, critica a atitude belicista dos líderes ocidentais que se aproveitam das guerras, e, segundo o Globo, “ defende a posição de distanciamento do dólar, que compartilha com a China, afirmando sonhar com o uso de várias moedas no comércio internacional.”

Foi auspicioso constatar que os conceitos de Moeda e de Paz se entrelaçam nessa entrevista de Lula.

Desde a criação deste Blog, em 2006, defendo que o dinheiro seja estudado a partir de uma nova perspectiva e tento demonstrar como a moeda pode ser utilizada como um instrumento da Paz, como se pode ler na apresentação do site:

“Pretendo debater neste espaço alguns problemas referentes a um tema – o dinheiro – do interesse de todos. Quero discutir a moeda como um elo entre a economia e o direito; refletir sobre a estabilidade dos preços e tornar mais claras as relações do dinheiro com a paz internacional. Todas essas questões são diariamente abordadas pela mídia de várias perspectivas, refletindo, quase sempre, uma visão apenas utilitarista e pragmática.”

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“As duas principais consequências dessa original forma jurídico-econômica de definir o dinheiro poderão consistir, afinal, numa revisão da noção de poder aquisitivo, de um lado, e na constatação, por outro lado, de que a moeda, como um dos modos de organização das sociedades, não é causa das guerras, podendo, ao contrário, contribuir para a paz internacional”.

Tenho grande orgulho em ver, agora – depois de um período recente trágico e sombrio da vida nacional – um Presidente da República de meu País exibir suas qualidades de estadista no cenário internacional irmanado a essas ideias que me inspiraram nos últimos anos.


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