A MOEDA COMUM DOS BRIC’s

Numa espantosa “volta por cima” a ex-Presidente Dilma Rousseff é a atual Presidente de Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o Banco do Brics, cuja assembleia geral anual, está transcorrendo agora em Xangai.

Sobre esse tema, diz a reportagem de Assis Moreira, no Jornal Valor, transcrevendo as palavras de Dilma:

“O NDB tem como objetivo expandir seu alcance global como uma plataforma que pratica o verdadeiro multilateralismo, contribuindo para que os países do Sul Global tenham suas vozes ouvidas e mais acesso a recursos.”

Na verdade, está sendo construída, sob nossa vista – e só não ver quem estiver com os olhos fechados – uma nova ordem monetária internacional parcial, que acabará se fundindo ao dólar e ao euro para propiciar o surgimento de uma ordem monetária única internacional e permitirá, pela primeira vez, a governança global em nosso planeta. Foi o que disse, com outras palavras,  o ministro da Fazenda Fernando Haddad, que participou da assembleia do banco por meio digital, referindo-se às finanças como um instrumento fundamental nesse novo contexto geopolítico:

“junto com outros países do Brics, o Brasil quer liderar o caminho inevitável para um mundo multipolar”.

Como venho afirmando, em publicações diversas, a ordem monetária, inserida na ordem jurídica ( nacional ou internacional ) dirige as nossas condutas por meio de sanções positivas de cunho pacífico, que libera de suas obrigações financeiras as pessoas que detém peças monetárias emitidas pelos governos.

É impossível pensar numa ordem internacional eficaz que dependa de um monopólio da violência legítima, como ocorre nos Estados nacionais. Mas a sanção monetária – que se exerce pela simples transferência compulsória de mãos da peça monetária – como afirmei acima, é pacífica, o que a torna viável como centro de um poder internacional compartilhado.

Este é o admirável mundo novo que nos aguarda logo ali…..


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.