OS PROTESTOS DE JUNHO E A CORREÇÃO MONETÁRIA

A maior quantidade de posts deste Blog foi publicada, precisamente, na época dos protestos contra o aumento da tarifa dos serviços públicos de transporte em São Paulo, promovidos pelo MPL ( Movimento do Passe Livre ).

Tais protestos, na época, me lembraram o inesquecível quebra-quebra dos bondes no Rio de Janeiro, quando eu cursava a Faculdade de Direito do Catete, na década de 1950.

Um evento está ligado ao outro: o aumento das tarifas dos bondes, naquele tempo, tinha a ver com a extinção da cláusula ouro pelo Governo Vargas, em 1933. O pedido de catraca livre, do MPL, dizia respeito à correção monetária. Em ambos os casos as tarifas cresciam sem que os serviços públicos tivessem melhorado.

Tanto por força da cláusula ouro, que beneficiava o Grupo Light, quanto da correção monetária, que também foi inventada para beneficiar o Grupo Light, a elevação dos preços não decorrera da melhora dos serviços mas da piora da inflação. Na raiz desses dois protestos, da década de 50, no Rio e de 2013, em São Paulo, está a mesma questão monetária.

O Governador e o Prefeito de São Paulo – Alckmin e Haddad respectivamente – não entenderam o que se passava, com aquela arruaça. Nem os políticos.

Pior ainda, esta situação que tumultua de modo trágico a nossa sociedade desde julho de 1964, quando foi instituída a medida móvel de valor – um Indexador chamado ORTN – destinada a contornar os efeitos do cruso forçado do mil réis papel,  esta situação, repito, está clara, apenas, para muita pouca gente.


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