O FIM MELANCÓLICO DA MACROECONOMIA CONVENCIONAL

A melhor macroeconomista do mundo, para mim – Monica de Bolle – escreveu hoje, no Substack, que não acredita mais na macroeconomia, um mal-estar que, por certo, vem de longe, e pode ser precisamente por isso que eu gostava tanto dela.Isto é, admirava muitíssimo uma macroeconomista que, no fundo, já desconfiava da macroeconomia.

Devo dizer, a propósito, que embora esteja escrevendo o verbo gostar no passado ainda tenho muita admiração por ela, que tem a idade do meu filho caçula e é filha de uma excelente pessoa, o Baumgarten, queridíssimo, pelo que sei, de seus colegas do tempo da FINEP.

Tenho, de qualquer modo. um conselho para a Mônica: há um aspecto monetário na macroeconomia que ela, a meu ver, não chegou a desenvolver como devia. Nem todo monetarista precisa ser – como Hayek e Milton Friedman – um reacionário. Pode haver monetaristas “de esquerda”. E o estudo da moeda  – como uma norma jurídica – fará com que a economia volte a encantá-la, professora.


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