SERÁ QUE O NOME “DREX” VAI COLAR?

Pelo que entendi da exposição feita pelos técnicos do Banco Central o nome DREX foi desenvolvido – como se fosse uma marca – pelo Departamento de marketing da instituição sendo composto pelas letras iniciais de Digital e Real, acrescido de um X contemporâneo, que sugere tecnologia avançada.

Mas isso suscita vários problemas.

No caso da moeda, a denominação é fundamental: de certo modo, a moeda não é outra coisa senão um nome. Sendo assim, se o nome da nossa moeda é Real e se a forma digital nada mais é do que um novo suporte da peça monetária nacional – como foi o metal e ainda é o papel – o Real Digital tem que ser chamado de Real, porque esse é o seu nome, estatuído em Lei. O Banco Central, por sinal, nem competência tem para alterar esse nome através de um mero comunicado, norma de hierarquia inferior.

Como se isso não bastasse, a concepção do DREX não parece correta. A moeda é emitida pela União Federal, através do Banco Central, e não pelos bancos. O emprego das reservas bancárias como um meio de disciplinar o meio circulante não deve substituir o poder de emissão pela autoridade competente. A previsão do DREX, contudo, é de que caberá aos bancos a exclusividade da sua emissão, o que contraria a nossa Constituição.

Talvez  o DREX não seja mais do que uma jogada de marketing, e não mereça o meu “viva” de um post anterior


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