JAVIER MILEI E A DOLARIZAÇÃO DA ARGENTINA

Uma das promessas de campanha do candidato extremista de direita à presidência da Argentina, Javier Milei,  é dolarizar a economia da Argentina, no sentido oposto ao que declararam, há poucos meses, Fernando Haddad e Sergio Massa, que apostam na instituição de uma unidade monetária comum que lastrei o comércio entre os dois países, que pretendem chamar de Sur.

Aparentemente, nos dois casos – do Sur e da dolarização – haveria igual perda de soberania monetária; mas só aparentemente.

Tomemos por exemplo o Euro, precedido pelo Écu, que era, também, uma unidade monetária, criada por um Tratado Internacional, sem emissão de peças monetárias.

A “moeda forte” de então, era o  Deutsche Mark – marco alemão – secundada pelo Franco francês. Ao se unirem em torno do Écu ambas as moedas nacionais se tornaram mais eficazes, embora a sua validade tenha sido alterada, especialmente quando foi emitido o Euro para circular nos países que aderiram ao Tratado de Maastricht e suas modificações posteriores.

No caso do dólar ele continuará sendo uma moeda nacional – apenas norte-americana – emitida pelo Federal Reserve e sujeito à vontade política dos EUA. Os países que adotam o dólar como moeda a ele se submetem, abdicando por inteiro de sua soberania monetária.

São antagônicas, portanto, as promessas de campanha do candidato peronista, Sergio Massa, e de Javier Milei, que se opõe aos interesses nacionais estratégicos do Brasil.


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