O MUNDO MONETÁRIO É UM SÓ

Segundo Paulo Nogueira Batista Jr, no artigo anteriormente transcrito:

Especialistas russos notaram a curiosa coincidência: as cinco moedas do Brics começam todas com a letra “R” —real, rublo, rupia, renminbi e rand. Propuseram então que uma eventual moeda Brics se chamasse R5. A R5 seria inicialmente uma unidade de conta, tomando a forma de uma cesta das cinco moedas, em que o peso de cada uma delas seria determinado, a grosso modo, pelo peso relativo das cinco economias.”

Não deixa de ser uma coincidência curiosa embora não justifique denominar de R5 a nova moeda dos BRICS: o nome é feio no singular e não tem plural. Além disso, a unidade monetária chinesa chama-se Yuan e não renminbi, que é o nome da peça monetária expressa em yuans. Acho melhor chamar a moeda dos BRICS de …. BRICS, no plural BRICSES.

Afora isso, há algumas considerações a fazer sobre o texto de Paulo Nogueira Batista Jr, sem prejuízo da sua enorme relevância:

1) a criação final de uma moeda depende da emissão de peças monetárias ( razão pela qual a projetada R5 seria, apenas, uma etapa do processo de institucionalizar a moeda comum );

2) como é indispensável haver emissão, é indispensável haver um Banco Central dos BRICS;

3) uma moeda comum internacional, assim como uma Convenção, não precisa de lastro;

4) a questão da confiança, do ponto de vista jurídico, é secundária.

Faço um repto, portanto, aos jusmonetaristas, que escrevam sobre esse tema tão importante, que não é do domínio, apenas, dos economistas.

Como dizia Nussbaum não há moeda do ponto de vista econômico e moeda do ponto de vista jurídico; o mundo monetário é um só


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